06/06/2014

Expectativas


Uma visão romantizada dos fatos, adquirida após horas sentadas diante de uma televisão sendo entorpecida por aqueles filmes agradáveis da Disney que transformavam mentiras em sonhos, criando uma geração de pessoas insatisfeitas com a incapacidade de poder tocar todas aquelas expectativas que foram criadas.

Discursos diretos substituídos por trechos de músicas pop acaloradas, publicadas nas redes sociais, cercadas pela esperança de a certa pessoa certa lesse aquilo e interpretasse, deixando escapar em algum lugar que é recíproco.

Uma mídia distorcendo relacionamentos, criando falsas interpretações que tornaram o amor uma obrigação que jamais pudesse ser sentida. Conversas no chat, visualizações, palavras bonitas saídas somadas a intenções sexuais vazias.

Dúvidas e inseguranças dançando no relento, acompanhando o doloroso e estrondoso som que fazia todo aquele silêncio. Diálogos incompletos, palavras ambíguas, esperança deserta numa estrada de agonia. As lágrimas secas que percorriam aquele rosto jovem ao descobrir que não existia a fantasia que toda aquela enxurrada de filmes transmitia.

Tudo certo, nada resolvido. Sentimentos trancafiados, ocultados por um sorriso falso e amarelo que tenta gritar para todos que está tudo bem, mesmo que todos saibam que não. Uma constante vontade de evitar a vergonha de que soubessem de antemão que não era uma história de amor.

Vida colorida em tons cinzas, assombrosos e sádicos, ilustrando as ilusões constantemente repetidas. Promessas baseadas em mentiras, apertos de mão e condecorações educadas, rondadas de rancor e ódio não proclamado por motivos de se saírem melhores guardados.

Os anos vão passando e acaba sufocando todas aquelas decepções, permanece a constante dúvida de quanto tempo seu amor te esperará, para te dar uma nova oportunidade de você esperar por ele. A insegurança silencia todas aqueles eufemismos que poderiam ser utilizados para expressar o mais alto grau de encantamento, o medo faz com que escondam toda essa bela loucura apenas para provar que não se importa. Ah, e eu sei, como você tragicamente se importa.

Tempo perdido, ficando atordoado entre tantas decepções. Mistérios fonetizados, transformando em enigma todos aqueles versos e canções. Mais um dia para deixar espatifar uma garrafa de vinho caro, enquanto se embebeda da fonte de todas aquelas pessoas que mais parecem um daqueles refrigerantes baratos.

Tudo vai fluindo desordenadamente, causando enjoo e tontura. A desordem transforma o melhor que você pode ter em apenas um sonho, e tudo isso vai parecendo louco, dentro da sua triste sanidade. A questão é que ninguém mais se entrega, ninguém mais se revela, ficando a mercê de todas aquelas imposições hollywoodianas, que quando não seguidas a risca, dilaceram o coração de quem se arrisca a encenar todo esse espetáculo que eles chamam de vida.

05/03/2014

Cigarro apagado, pensamento bloqueado


Aqueles monstros humanos, detentores de um sadismo inigualável, brincam com o lisérgico e doentio prazer de manipular vidas. Numa multidão repleta de sorrisos plásticos, surge alguém com formas que não se encaixam no padrão, alguém que grita, mas sem reação. Uma ovelha desgarrada, alma atormentada.

Mesmo calada ela não se cala, parece recuar, mesmo sem temer nada. Um destaque em meio a todos aqueles rostos doentes organizados em fileiras, corpo caliente que não precisa dessa educação e que faz desfeita quando a convidam pra se ajeitar numa carteira.

Um olhar quente, um problema a ser resolvido, uma incógnita que queima em rebeldia. Uma negação latente, um instinto voraz, a mais mórbida expressão de vida. Num mundo em preto e branco, ela é tinta derramada, o fogo do estopim de uma bomba, o início da revolução.

Mas vamos com calma, para cego um pouco de cor não é nada. Então fuja menina, eles estão vindo com seus cabrestos, coma a dor e engula o choro, vamos ficar um pouco vazia? Cante, dance e proclame nossas mentiras. Pare de lutar, não queremos te dopar, o amor não vai te anestesiar, não há bafo de bebê para te acalmar.

Se iluda, respire fundo e busque no oxigênio algum vestígio de sobrevida. Sobreviva, morto, sorria; Professores acarrancados, sonhos estereotipados, olhe um espelho vazio, aperte o parafuso afrouxado. Não sou eu, não é você, deixem cortarem suas asinhas. Desde o inicio transformando verdades em mentiras.

Decepcionante, mais uma pessoa corrompida, foi entupida com sonhos da mídia, vendida por promessas vazias. O começo do fim se iniciou, a perseguição intensa te matou. Nos livramos do ultimo vestígio de esperança, infelizmente você entrou na dança.

Se afogue em suas lágrimas, morra de depressão. Fornique bastante, crie bastardos para a auto-satisfação. Drogue-se e fuja da realidade, pois isso não representa problema num mundo onde nada é de verdade. No fim você já se acostumou aos dias de dor.

01/03/2014

Um adeus sem prejuízos


Cortaram aquelas asinhas imundas. Agora ela sabe que não pode mais voar. Transpirou pelos olhos lágrimas, mas a amargura deixava ela seca demais pra chorar. Olhava levianamente seu reflexo, mas nada conseguiu encontrar, transcreveu dialetos e fingiu se importar.

Era um aneurisma, era o desespero, vontade incomparável de ter algum apego. Céu preto que não derramava dádivas, capim grudento que não encantava. Um adeus gritante, pedidos de socorro silenciosos, ela achava que era pouco, ela achava que já estava acostumada com a dor da existência.

Engasgando nas mentiras alheias, se entupindo de esperanças passageiras. Pedindo desculpa sem cometer os pecados, se redimindo sem jamais ter cometido atos, contradições que cortavam e desespero que não notavam.

A vida ficava cada dia mais mórbida, o Sol penetrava em seus olhos e com seu brilho cortavam todas as expectativas num final feliz em morte. Maldito Sol, lembrando que outros sorririam durante sua camada de ignorância, maldito Sol que com seu brilho trazia de volta toda aquela insegurança.

Era um sarcasmo amedrontador, eram jogos de sadismo, um humor negro perturbador que não era encontrado com saudosismo. Dançando entre corpos mortos, asfixiada com o oxigênio, cansada das promessas de dias melhores e submersa no medo. Primata subdesenvolvido, garota perigo.

Uma bomba ambulante, um aneurisma, fazendo tic tac constante, esperando a oportunidade de dilatar a ferida. Um eterno pesadelo, uma história de contraditórias mentiras. Um rato correndo em um labirinto, uma alma mais que perdida. Grito de socorro ambulante e de comportamento inconstante.

Você deve ter percebido que não estava tão fácil? Bem, ninguém percebia. Era com berros internos escandalosos que o silêncio encobria. Cantava com uma dor estraçalhadora, pedia pra si mesma mais uma chance, mas talvez sua morte fosse o mais sincero vestígio de vida.

Garota literalmente e figurativamente fodida, cheiro de tabaco misturado com derrota, sorriso amarelo que servia para iludir todos a sua volta. A vida já era baseada no desespero, desespero da existência, o mais puro medo de ver o Sol irrompendo seus olhos por mais uma manhã e anunciando toda aquela dolorosa saga de sempre.

Não haviam mais motivos, na verdade nunca houverá. Não existiam mais sorrisos, apenas aqueles que a gente desconsidera. Foi uma decisão fria, calculada com a mesma empatia que ela encarava a vida. Apenas mais uma visita a uma drogaria, apenas mais uma compra a pagar, talvez a última. Uma pinga barata, gosto bom de fuga, aquilo que aqueles meros trocados poderiam comprar.

Momentos antes do grande ato o medo era gigante, o temperamento muito mais inconstante. Era hora do espetáculo, o momento que ela aguardou para brilhar de fato. Tic Tac em sua cabeça, o aneurisma vai explodir, olhe para a dispensa, pense em movimentos que poderão repercutir.

A dor da vida parecia superar a agonia da morte, a dor da vida parecia ser o suficiente pra ela arriscar um ato sombrio que poderia tornar ela ainda mais vegetativa e dispensável. Todos ririam ao vê-la vegetando, todos ririam ao vê-la errando, mas valeria a pena continuar tentando?

Foda-se tudo, danem-se as consequências da medida. Ela estava perdida, mórbida e desgastada, necessitava dar fim e derrubar o muro desse beco sem saída. Teve coragem jamais vista e chegou além, pode olhar daquele seu jeito sádico de sempre para todos ao seu redor e rir com desprezo querendo mantê-los presos em seu teatro barato.

Era finalmente o ultimo ato. Entrou pela porta, fechou o banheiro. Não pensou nas propostas da vida e finalmente deixou se afundar naquele desespero. Foi a ultima vez que um feixe de luz doloroso conseguiu irromper seus olhos, foi a ultima vez que teve que se fingir de feliz para aqueles bastardos inglórios.

Ninguém sabe ao certo de onde essa tristeza vem, viver era apenas mais uma morte eterna, então porque não acabar com a agonia logo? Pegou um punhado de medicamentos, alguns simples comprados na farmácia, outros roubados de sua mãe drogada, um gole naquela brisa e ela finalmente sentiu a liberdade passando por sua garganta., transcorrendo sua goela.

Ela não precisava de nada já que a angustia não passava, sua vida inteira foi apenas o começo do fim. Finalmente a voz dela foi silenciada, ninguém imagina o que se passou naquele banheiro de escola, o tempo parou. O Sol brilhou mais forte do que sempre, mostrando que aprendeu algo com ela, mas felizmente dessa vez não incomodaria como sempre. Entre contorções e regurgitações, ela encontrou a liberdade, a dor da morte pareceu apenas a injeção de uma morfina tão poderosa que conseguiu ofuscar para sempre o peso dessa realidade.

14/01/2014

Bandas que você realmente precisa conhecer XXI

Hoje decidi retomar aquela minha antiga seleção de bandas pouco conhecidas, que merecem atenção. Dessa vez deixarei de lado toda aquelas músicas ideológicas e retratarei um pouco das canções que escuto cotidianamente, seja por amor ou por apreciar a delicadeza delas. Espero que curto, lembrando que sugestões são sempre bem-vindas.

BOY:


BOY é um grupo formado por duas garotas extremamente talentosas que fazem letras adocicadas e bem planejadas sobre situações. A banda possui popularidade moderada e é muito interessante. Vale a pena conhecer. RECOMENDO: Little Numbers, Drive Darling, July e muitas outras.

Cícero: 


Não sei nem como descrever a maneira que sou apaixonada por esse carioca. Ele consegue expressar o mais genuíno amor em suas canções, mostrando uma delicadeza jamais vista. Conheci ele ao escutar o primeiro disco, e fui me acostumando com a música, até que surgiu uma consideração imensa pelas poesias e sinfonias criadas por ele. RECOMENDO: João e o Pé de Feijão, Tempo de Pipa, Vaga-lumes Cegos, Pelo Interfone, Ensaio sobre ela e todo o resto da discografia.

Last Dinosaurs:


Um pouco menos conhecido do que as bandas citadas acima, temos o excelente conjunto Last Dinosaurs. Conheci a pouco tempo, mas comecei a gostar rapidamente, a sensação foi de que eu conhecia a banda a muito tempo. RECOMENDO: Honolulu, Andy, Repair, Time and Place e outras.

Meiko:


Com voz sedutora e jeito meigo a cantora Meiko conseguiu me encantar com uma velocidade incrível. Canções que transmitem esperanças e desvendam as imbecilidades do amor de forma apaixonante, conseguem atrair atenção de todos os ouvintes. A pegada das canções da Meiko são voltadas pro Pop, mas mesmo assim possuem qualidade garantida, vale a pena se aventurar pelo repertório da cantora. RECOMENDO: The Lights On, Reasons To Love You,  Bad Things e muitas outras.

San Cisco:



San Cisco é uma banda indie ligeiramente popular que merece atenção. Vocal misto, intercalam instrumentos bem posicionados e garantem a atenção dos ouvintes. Fica a dica para aqueles que curtem esse tipo de música. RECOMENDO: Rocket Ship, Beach, Fred Astaire, Girls Do Cry e outras.

13/01/2014

Ilusão desiludida

Tenho muita coisa pra falar, pouca paciência pra explicar e venho me afundando nesses dias de ócio totalmente improdutivo. Mas como gosto de escrever, andei escrevendo nesses tempos de preguiça, alguns textos sem nexo, falando comigo mesma. Para o blog não ficar parado, vou postá-los, espero que não se incomodem, só quero descrever minha inconstância como forma de passar o tempo.


E entre tantos amores sem fundamento, você chegou bagunçando tudo o que eu tinha organizado aqui dentro.

Relembrando a agonia irrefutável, usou do sarcasmo como arma para arrebentar laços.
E com aquele sorriso adocicado, se tornou uma vendedora de sonhos, colocando em meus olhos lágrimas.

E andarilho sonhador que sou, vou correndo lentamente entre a dor e o amor, libertando os pássaros da humilhação, que fizeram morada quase que recusada no meu coração.

Com o piscar dos sonhos, que abrilhantam minha mente, crio ilusões lúcidas daquilo que nunca foi, mas que se mantém permanente.

De tanto para quanto, nascem ideias de como exprimir aquela dor frequente, instalada de forma inconsequente naquilo que delimitava a razão.

E entre jogos de palavras irreverentes, repito isso e aquilo até o ponto de exaustão. E entre tantas charadas e palavras caracterizadas, ajeito intangível a forma com que brinca meu coração.

E após choros e lágrimas, procuro o primeiro sorriso, que transformou o rancor em poesia e se tornou a alegria e desculpa para comunhão.

12/01/2014

Mentiras para eu mesma



E eu tive medo, bobo receio de me aproximar. Afoguei minhas mágoas nas lágrimas não derramadas, pois não queria demonstrar. Escrevi rimas, planejei sinfonias, mas não consegui falar. Orquestrei silêncio, valsei no relento e nem comigo mesma consegui conversar.

Talvez fosse medo de uma divindade me julgar, medo de alguém se incomodar. Mas nesse mesmo instante o amor que guardo queria gritar, implorava por dentro, querendo que alguém quisesse se acomodar. A solidão me estrangulava, porém a vergonha silenciosamente gritava, com a tempestuosa função de me calar. Ia doendo, mas permanecia berrando em silêncio, para entre tantas contradições me firmar.

Sim, fui contraditória a todo instante, não nego, mesmo que ao negar. Não amei porque amava demais, não deixei se aproximarem porque não seria recíproco, usei quinhentos 'porques' pra não precisar dar motivos. Preferi o fim ao sim, quando o que eu mais queria era estabelecer o contigo. Amei sem amar, porém também quis odiar amando. Me apaixonei sem ficar e fiquei não me apaixonando. Tive medo de temer algo, e a covardia me corrompia.

Filosofei no boteco sobre minha essência, mas nem eu a conhecia. Menti pra mim mesma, dizendo que eu não precisava de motivos, mas não consegui seguir em frente, porque achava que não haviam incentivos. Comprei a felicidade milhões de vezes, achei que algo me preencheria, quis provar pra mim mesma que minha existência não seria vazia.

As pessoas fugiram, mas quem não fugiria? Temperamento inconstante, controvérsias repetidas, boêmia insuportável, o que será que eu oferecia? Nessas horas a gente rima, faz piada, escreve melodia, qualquer coisa que dê sentido a vida. Se entope de entorpecente, fala que é pra libertar a mente, mas é mentira, todos sabem que as drogas foram somente pra aguentar a agonia.

E com medo da punição, assassinei a punhaladas os 90% de amor que guardava no meu coração. Poderia ser crime esse tipo de assassinato, pois se fosse, meus 10% de medo não deixaria eu ser tão brutal com aquele ardor que surgia quando eu era domada pelo amor. Mas não era, então cometi o assassinato, e depois por medo, cada aspecto único meu foi sendo domado.

Minhas ideologias foram vendidas por preço de mercadoria barata. Meus ideais foram trocados pelo alívio imediato. A vontade do instinto deixou de me espantar, tive medo de um dia ela também querer falar. Abracei o vento, pois ele não correria e nem proclamaria falsas promessas. Agonizei querendo dar toda aquela paixão que nunca demonstrei, amei cegamente a todos, mas não contei pra ninguém. Admirei, mas todos eram cegos e não puderam ver.

Talvez eu me arrependa, talvez esteja escrevendo apenas para juntar os cacos derrubados. Essas são mais linhas de mentira, onde eu tento contar a história não contada. Vou me afogando nessas palavras, ensino enquanto não aprendo nada, me perco nessa inconstância. Essas são apenas as controvérsias que divulgo,  enquanto busco maneiras de fugir da minha própria casa.

08/01/2014

Não sou o amor que ama

Desaparecendo e retornando esporadicamente, decidi postar um pequeno texto que escrevi um dia desses. Não é nada pretensioso, apenas uma forma de expressão que necessita ser divulgada, pra eu sentir que alguém pode ouvir o que eco da minha alma.



Não sou uma daquelas que irá preencher o seu caminho de flores. Não vou te elogiar todos os dias, te chamar para conversar ou ficar exaltando todos os meus grandes amores. Nunca serei daquelas pessoas tempestuosas, que declaram o mais alto o quanto é capaz de amar. Pelo contrário, minha loucura será silenciosa, e ao invés de palavras, demonstrarei que estou a me apaixonar.

Não vou fingir que não devo satisfação ao mundo, não perderei tempo tentando mostrar que não preciso provar nada pra todos. Apenas calarei meus lábios e usarei minha boca só para te beijar.Com pequenos gestos provarei que está tudo certo e te levarei pra um prédio, para te provar. Tudo sem mentiras, mas com muitas rimas, para o nosso poema eu fonetizar.

Deixarei de ser todo mundo, para ser eu mesma, e você vai adorar. Mas largarei o orgulho e a visão preconceituosa que tenho de tudo, pra você um dia poder me ensinar. E de mãos dadas vamos ao parque discutir da vida e filosofar. E entre filosofias baratas e silencios largos, sem falar nada vou dizer te amar.

E vai ter aquele dia que você não vai querer me telefonar, mas dessa vez não haverá um sorriso falso, e eu buscarei coragem para te chamar. E se você quiser fugir de mim, digo que eu também fugiria, as coisas do amor são assim, quem diria? E eu vou chorar, espernear, por não poder ter seu tocar. Porém egoísta sou eu que com tantos defeitos fui arranjar um jeito de me apaixonar.

Hoje não queria te julgar, mesmo sem você me retornar. Mas entre capins escuros que nascem nos muros a mágoa é mais forte e quem ainda consegue cantar, e com essa voz rouca tomo coragem para te procurar. A brecha da insegurança foi dilatada, até mesmo esfolada e o brilho dos teus olhos não deixa ela cicatrizar, por isso vou valsando em espiral, deixando o ardor me domar

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