17/01/2012

Década a Década anos 60: Uma década de rebeldia

Irei falar sobre as mudanças de pensamento que ocorreu da geração do início dos anos sessenta, que cada vez mais procurava se diferenciar dos seus genitores. Falarei das mudanças de comportamento que antecedeu os jovens revolucionários focados na paz e amor do final dos anos sessenta. Iremos tratar hoje da primeira metade da década de sessenta que vai até 1965 e mostra a inocência de jovens que posteriormente mudaram o mundo.

Mudanças, com certeza a década de sessenta foi recheada delas. Os jovens nascidos no final dos anos quarenta e início dos anos cinquenta buscavam cada vez mais se diferenciar de seus pais, e assim cada vez procuravam mais meios de se destacarem das massas. Durante os anos cinquenta houve uma grande pressão contra o duro moralismo exercido, e com a chegada da nova década os jovens se negavam a seguir o chamado estilo de vida americano.


No começo dos anos sessenta os jovens ainda eram inocentes, eles buscavam mudanças, mas sem experimentarem medidas radicais para isso. O entusiasmo tomava conta dessas novas cabeças que buscavam de qualquer forma se desvincular daquilo que retrocedeu a prestigiosa década de sua adolescência. A moda agora estava mais colorida, os garotos abandonavam os ternos de cortes certos e optavam pelos mais ousados como os usados pelos Beatles.






A sexualidade embalada pelo Rock começou a tomar conta das garotas, com acesso as pílulas meninas descobriam o sexo que era normalizado, principalmente com a chegada da revista masculina Playboy. Após a morte do jovem Kennedy os americanos procuravam por alternativas diferenciadas para poderem protestar, acharam isso na Europa com o som dos Beatles e outras bandas que vieram juntas na invasão inglesa. Tudo estava realmente mudando.


Ninguém mais queria se curvar diante das ordens de superiores conservadores, prova disso foi o fato de Jânio Quadros sair do poder ao querer censurar o povo brasileiro. As pessoas que acabavam de amadurecer procuravam colocar cor em seus dias, buscavam a felicidade, movimentos como os feministas lutavam pelo direito da mulher que antes era imposta a se dedicar a casa e filhos. O homossexualismo e preconceito contra negros também foi uma questão de debate, os jovens queriam cada vez mais serem aceitos da forma que realmente eram, sem o conservadorismo padrão.






Os jovens passaram a se preocupar com politica e questões sociais, a arte vanguardista começava a aparecer e mostrar as preocupações e anseios dessa nova geração que após alguns anos mudou o curso da humanidade. Seja pela arte de Fraser ou pelas linhas escritas por Kerouac a juventude pedia mudanças, eles não queria continuar cedendo aqueles gananciosos que até então lidavam com robôs.


A música era exemplo de tudo isso, a música beat deixava de lado o Jazz e começava a se re-criar, nessa primeira metade as letras eram inocentes, mas com o passar dos anos o She love You virou o I am The Warlus. O Rock de garagem surgia, os britânicos faziam a festa em solo americano e Bob Dylan mostrou que letras de músicas não precisavam ser vazias e sim pura poesia.


Adolescentes receosos começavam a se aventurar, com um pouco de medo experimentavam a maconha e encontravam um modo de expandir seus pensamentos. Eles queriam apenas ser compreendidos e terem alguma significância no mundo, estavam cansados de pessoas que apenas cruzavam os braços, eles tinham uma ideologia e visões politicas que ficaram acaloradas com a morte de Kennedy. 






Na Inglaterra quando o conservador Harold Macmillan renunciou e Harold Wilson assumiu o cargo o conservadorismo caiu, pois Wilson buscava agradar os jovens por isso teve grande contato com os Beatles e tomou medidas pacifistas perante a guerra do Vietnã. Ele deu um grande passo para as mudanças que vieram ocorrer na segunda metade da década de sessenta.


O início dos anos sessenta mostra os passos que os jovens davam para se tornarem os revolucionários que se arriscaram pela paz no Vietnã, pregando a paz e o amor. Ouvindo Bob Dylan, Beach  Boys ou My Generation do The Who eles caminhavam largamente por mudanças. Essa geração teve ideologia e força de vontade para mudar o mundo, não é a toa que cada penteado novo dos Beatles mostram uma mudança no pensamento da sociedade que queria melhoras e uma real democracia. Eles sim tiveram ideologia. 



10 comentários:

Anônimo disse...

E depois eles cresceram e estao fazendo oq hj em dia?
=)

Anônimo disse...

Hoje em dia eles não fazem nada por estarem velhos demais, mas metade das coisas que você tem, inclusive sua liberdade você deve a eles. Mal aí se não viraram Engenheiros, babaca!

vinicius disse...

Gostei do texto, não concordo com todas as ideologias dos jovens da década de 60, mas sou a favor da grande maioria.
Acho que atualmente devemos pisar o pouco no freio, estamos dando liberdade de mais aos jovens, adolescentes, acho que liberdade não é bem a palavra certa, mas os pais deviam conversar mais com seus filhos acima de tudo.

vinicius disse...

Eu fiz um texto, tem um tempiho já, mas acho que se encaixa perfeitamente com o seu, pois faz uma referencia a luta passadas, conquistas, e o que fazemos atualmente.

Somos a geração do “amor”, da liberdade, do tudo pode, somos a geração de um sonho, um sonho que foi criado a partir de lutas, lutas que nossos pais foram os soldados, somos uma das poucas gerações que pôde escolher com quem se casar, namorar, ficar, transar sem os nossos pais opinarem, até que fim, o amor agora é livre e não a dote nenhum que o compre.

Somos a geração da solidão, do egoísmo, não amamos mais ao próximo, afinal é melhor matar um delinquente do que transforma-lo em algo melhor. socos, murros, pontapés, valem mais que palavras.

E ainda dizem que o mundo esta mudando para melhor.

Anônimo disse...

Melhor época que já existiu. Nunca vai haver uma época tão boa quanto.

60's ♥

Anônimo disse...

Grande baboseira. A maioria desses jovens ia atrás de modinhas, do mesmo jeito que hoje, apenas para achar um meio social. Os intelectualizados são sempre minoria ao longo da história, exceção. Minha mãe e minhas tias eram hippies e hoje são extremamente caretas e preconceituosas. Meu pai combateu a ditadura, mas nunca conseguiu terminar um livro que começou a escrever, não deixando mais nada pra humanidade do que algumas lembranças e eu, mesmo, que já não valho muita coisa. De 60/70 para a década de 80, muita coisa começou a piorar, o que só aconteceu porque esses jovens idealistas viraram pais despreparados e sem o menor senso de responsabilidade.

Anônimo disse...

e pelo jeito vc virou um filho amargurado... sem ideais, ideias, perpectivas. deve ser um nerd que fica só chorando esperando as coisas acontecerem erradas para ficar enviando emails powerpoint... se liga bobão

Mandrax disse...

Texto tosco e ahistórico.
Utiliza a palavra "ideologia" fora de sua semântica verdadeira.
Produz a mitificação do passado e peca por anacronismos.
Esses rebeldes eram filhos de pais burgueses, endinheirados que enriqueceram no pós-guerra e portanto tinham tempo para suas práticas "revolucionárias". Eram sustentados com o dinheiro de seus pais em seus excessos e seus "sonhos".´
E depois? Por que abandonaram a causa? Seus pais estavam morrendo e caíram na real: Tinham que trabalhar também. Tinham que se entregar ao sistema e valores que tanto guerreavam. Além do mais, as alternativas sociais e políticas que tanto defendiam se mostraram muito mais destrutivas e mitigadoras da liberdade do que o conservadorismo de outrora.
Fazer da utopia uma realidade é um erro...

Anônimo disse...

Odeio essa geração, tudo o que ha de podre hoje foi concebido em meados de 60 Inclusive os governantes de hoje.

Anônimo disse...

Eu tenho 16 anos e oq eu mais queria era ter nascido entre os anos 50 e 70, pra poder ter vivido essa época onde as pessoas eram um mais do que acéfalos que ouvem funk e acham que não tem nada errado com isso, ou se alienam do mundo e se tornam um completo nada.

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