11 de jan de 2012

Década a Década: Ídolos eternos dos anos cinquenta

No terceiro dia de postagens sobre os ídolos dos anos cinquenta iremos falar dos grandes mestres do Rock'n Roll que agitaram a garotada da década de ouro. Músicos que inspiraram os Beatles e diversas outras bandas que são lembradas até os dias atuais. Confira:

 Já relembramos as raízes do Rock derivado das mágoas de brancos e negros dos anos quarenta, botando emoção e uma batida legal nas músicas o gênero que era descriminado por amantes do Jazz se tornou uma lenda, influenciando jovens do mundo todo. E claro que para um ritmo que veio do nada ganhar forma precisava de bons missionários para pregar essa religião, isso foi o que não faltou.


Ninguém sabe ao certo quem criou o Rock'n Roll clássico como nós amamos, mas é indiscutível que Chuck Berry era um de seus maiores profetas, ele era a caricatura perfeita de um rockeiro: ousado, rebelde, marcante e enérgico. Diversos artistas estavam entrando nesse novo ritmo ousado, mas Chuck soube como fazer festa com sua voz marcante, presença de palco e solos de guitarra e piano que agitavam qualquer lugar onde ele tocasse. 






Outro desbravador do Rock foi Little Richard que se inspirando na música gospel aprendeu a tocar piano e colocou toda uma tonalidade diferente nas canções do Rock, cheio de espirito e presença de palco ele inventou um hino do Rock chamado Tutti Frutti. Um pouco antes de Richard outra estrela brilhou, mas não essencialmente com o Rock e sim com o Blues, Fats Domino agaitou festas da época fazendo adolescentes se derreterem com suas canções.


Numa época de racismo o brilhantismo do Rock e Blues não se limitou apenas aos negros que sofriam com o racismo, isso se deve a vários cantores, especialmente a Jerry Lee Lewis um caucasiano que não decepcionava em palco. Com uma voz marcante ele agitava a platéia de uma forma memorável, com seu piano ele revirava de uma forma autêntica e jamais imaginada, um astro do Rock. Ele conseguiu misturar R&B com Blues e Country de forma magnifica, um dos cantores mais surpreendentes dessa década, não é a toa que sua voz é lembrada até os dias atuais. Infelizmente nos anos sessenta sua boa música foi mantida fora dos holofotes por problemas com drogas, além dele se dedicar mais a música Country. Em 1958 com o sucesso Be-Bop-A-Lula Gene Vincent mostrou seu potencial, com características similares a de Lewis ele fez grande sucesso, inspirando até mesmo os Beatles.






Outros dois grandes músicos do Rock, especialmente do Rockabilly foram Carl Perkins e Bill Haley que deram origem ao primeiro sub-gênero do Rock. Blue Suede Shoes mostra a energia empregada nesse novo gênero musical, Perkins é um símbolo do Rock com todo seu entusiasmo, o rei Elvis deu vida nova a essa grande canção. Bill Haley é um dos cantores mais geniais dessa época, gravou Rocket 88 que é considerada uma das primeiras canções de Rockabilly, e repaginou o estilo genial exposto por Berry, além de cantar a grande Rock Around The Clock que têm toda a força que marcou o estilo nos seus primeiros anos.


E falando em Rockabilly, seria uma heresia não citar o supremo Rei do Rock Elvis Presley, que deixou o Rock mais Pop. John Lennon queria ser tão grande como aquele rapaz jovem, todos queriam ser o bonitão que arrasava cantando Blue Suede Shoes, alguns conseguiram, outros não. Elvis The Pélvis alcançava timbres de voz inacreditáveis, além da sua dança que de início era considerada vergonhosa, mas que encantava as jovens da época. Ele tinha sensualidade e talento, sabia jogar com o marketing, tinha expressividade de verdade, ele é com merecimento lembrado como um dos principais ídolos dos anos sessenta. Jamais havia visto um homem branco com tal gingado e voz, e sua estrela brilhou nos anos dourados, algo que aconteceu de forma fraca após sua ida ao exército. O ator e cantor deu um novo sentido comercial ao Rock, pois não somente cantava como enlouquecia a platéia.






Para finalizar vou citar um grande musico, ele era tão espetacular que quando morreu falaram que a música tinha sido enterrada junto com ele, Buddy Holly era acima de tudo um poeta que incentivou os artistas a escreverem suas próprias canções e foi exemplo para bandas como: Beatles, Rolling Stone, Bob Dylan e outros. Apesar de só ter um ano e meio de fama, ele enfeitiçou aqueles jovens que com sede de música sintonizavam o rádio para poderem ouvir um pouco de Rock'n Roll. Quando ele se foi, uma parte do sonho do Rockabilly foi junto com ele.


A década de cinquenta tinha jovens ansiando por uma oportunidade para terem a chance de lutarem por seus ideais, eles queriam diversão, e da mesma forma que o cinema ilustrou isso as canções da época era a trilha sonora para mais uma aventura adolescente num pub. O Rock'n Roll apesar de todas as suas mutações permanece vivo, porém escondido, mas lembranças de um passado glorioso revivem a glória de um passado não muito distante. Talvez se não fosse pela musicalidade dessa época não tivéssemos os anos sessenta, setenta, oitenta, e etc. Esses ídolos da músicas se uniram e marcaram eternamente o mundo da boa música, o Rock nunca morrerá, apenas renascerá.



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