28/04/2012

Uma sociedade de preconceitos

Faz algum tempo que não debato um assunto interessante aqui no blog, já que estávamos tendo a semana dos Beatles e essa semana os posts foram mais light. Por isso vou animar o domingo com um texto interessante, obviamente baseado na minha opinião, que fala sobre nossa conservadora sociedade moderna. Não pretendo ofender as crenças de ninguém, se não gostou apenas saia da página. Espero que gostem, e divulguem.

Estamos nos tempos modernos, novo milênio, um lugar ideal onde os preconceitos já deveriam ter sido eliminados. Porém não é isso que ocorre, nossa sociedade baseada nos pensamentos judaico-cristãos age imaturamente diante de diversos assuntos. Se olharmos para o passado, o pessoal da Grécia Antiga era muito mais liberal do quê as pessoas da sociedade contemporânea que julga muitos por rótulos.


Exemplo disso é a recente discussão que houve recentemente sobre anencefalia, onde religiosos preferiam que uma mãe ficasse sofrendo por nove meses com um bebê que elas sabiam que ia morrer dentro da barriga. Tudo isso porquê a bíblia era contra o aborto em qualquer caso (abortar não pode, mas padre pedófilo pegar os coroinhas não têm problema).


Infelizmente o caso citado acima é só a ponta do iceberg, já que fazemos parte de uma massa alienada que rotula pessoas e conceitos como simples mercadorias. Atualmente esteriótipos possuem mais valor do que a essência de cada um,  e para tomarmos atitudes torpes botamos a culpa em um Deus qualquer.






Caso esse hoje do homossexualismo, que nem sequer era rotulado ou visto como algo fora do comum na Grécia Antiga de Aristóteles, mas que hoje é discutido vigorosamente como se fosse um crime ter sentimentos por alguém do outro sexo.


Temas como esse deveriam ser tratados com a maior naturalidade possível, mas até quem quer ajudar acaba atrapalhando nessas horas. Os homossexuais não querem leis que os diferenciem dos outros, querem apenas ser tratados normalmente, sem rótulos, mas essas leis especias que o governo formula servem apenas para diferencia-los. Mesmo que não percebamos o preconceito já está embutido nas nossas ideologias.


Malditos hebreus que trouxeram a bíblia, algo que deveria ser sagrado e auxiliador dos mais aflitos, acaba por gerar mais problemas para sociedade. Agimos como se ser homossexual fosse apenas uma escolha, não percebemos que desde criança essas pessoas tinham tendência a se identificar com pessoas do sexo oposto, querendo ser aquilo que a biologia não permitiu.


Na Grécia Antiga nem sequer havia culpa por ter relações com alguém do mesmo sexo, pelo contrário, a maioria dos meninos se sentiam seguros em iniciar suas atividades sexuais com outros meninos. A séculos atrás a sociedade era muito mais inteligente e liberal do que a atual. Deveríamos alterar as bases da nossa sociedade, já que a que temos hoje está bem atrasada,ao invés de buscarmos a felicidade, ficamos a mercê de um Deus tirano, com seguidores muitas vezes loucos.






Outro exemplo interessante do preconceito embutido na nossa sociedade, é que logo quando é lançado um novo Big Brother, saímos a procurar o negro da casa, e se não existir um chamamos a Globo de preconceituosa. Mas na verdade a nossa atitude de exigir cotinha para negros já é errada, pois se eles são iguais a todos não faz importância se vai ter um ou dois, pois são apenas alguém com uma tonalidade de pele diferente.


Somos racistas a partir do momento que distinguimos um do outro. Como as cotinhas para faculdades públicas que negros recebem, se eles são iguais a todos não precisam de leis que os separem. Somos todos iguais e igualmente capazes de conquistar uma vaga, distinguir um do outro já é preconceito, para mim essas cotinhas agem como ''eles não são capazes de competir com os outros''.


Tentamos agir como se realmente acreditássemos que todos são iguais, mas só a atitude de favorecer alguém já mostra o quão atrasados somos, julgamos os outros incapazes de se defender sozinhos. Se não houvesse preconceito, não existiria leis tentando favorecer nenhuma parte, seriamos todos iguais perante a constituição, sem a necessidade de classificar raças. Se pensássemos corretamente nem repararíamos se alguém é negro ou caucasiano, mas isso já está embutido em nosso pensamento.


Todo mundo fala de preconceito religioso, mas quem sofre nessa história mesmo são os ateus que são julgados como servidores da besta que vão queimar no inferno. Como se o Todo Poderoso Deus julgasse as pessoas, e fosse tão impiedoso ao ponto de queimar seus filhos apenas por eles não obedecerem.






Não adianta, temos mania de superioridade, tudo nosso têm que ser melhor. Metaleiro xinga Punk porquê o mesmo não escuta a melhor canção, europeu acha que brasileiro é índio (como se isso fosse algum problema), cristão chama espírita de macumbeiro e assim vai. Não sabemos trabalhar com as crenças de outros povos, nem temos maturidade para aceitar as diferenças.


Na nossa mente a sociedade ideal será aquela formada por robôs que agem igualmente, sem se preocupar com os sentimentos alheios. Nosso país fala que não, mas todo mundo já percebeu que é laico, se não respeitaríamos também o feriado budista.


Parece que quanto mais o tempo passa, mais ficamos alienados, batendo a cabeça na parede juntamente com as massas. O sistema é foda (momento Cauê Moura), não existe mais humanidade, pensamos apenas em nos atacar. Respeito não existe mais, preconceito transborda.


Deveríamos re-upar nossos conceitos, abrir a mente para os sentimentos e aprender a lidar com as crenças alheias. Rotular as coisas é só mais uma forma de contribuir com o preconceito, ''o fanatismo é o escudo do fraco'' como já dizia Nietzsche, torço que um dia as pessoas fiquem maduras o suficiente para não verem um negro ou caucasiano, e sim uma pessoa. Estamos regredindo, pode parecer repetitivo mais o pessoal da Grécia Antiga era bem mais atual e digno. Deixe os rótulos de lado, não precisamos ser classificados.



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