27/05/2012

Os grandes ídolos do passado

Atualmente estamos cercados pela música ruim, precisamos de garimpar muito para encontrar algo decente nas grandes mídias, algo diferente do que ocorria no passado quando até mesmo Beatles era modinha. Por isso escreverei uma singela homenagem a esses grandes ídolos do passado que encantaram tantas pessoas, e ainda encantam. Espero que gostem e comentem o que acham.



Fazemos parte da geração do novo milênio, que vive as sombras do passado, sem esquecer dos tão majestosos ídolos que passaram. Podemos estar com um iPhone novo, o que reina são aqueles que já se foram.

Não importa se é regueiro e decide viajar com Bob Marley, ou aquele singelo rockeiro que se aventura com Good Golly Miss Molly, o passado está presente e ainda estará no futuro que virá pela frente.

Dirty Heads é bom, mas eu Believe que Stir It Up supera. Alex Turner pode ter presença de palco, mas perto dos Beatles qualquer banda atual não passa de merda. Ainda adiro ao movimento Ska, mas não têm como ser fã de Rome, sem pensar em Brad.


Solos de guitarras frenéticos, Black Dog é um grito de liberdade entalado, jogado pelos rapazes do Led Zeppelin, que segundo muitos já estão desalmados. Assim recheio meus dias, pois boa parte das bandas atuais possuem apenas idéias vazias.


Eu quero uma Revolution, não uma garotinha de cabelinho murcho. Como gostar de Bieber se você já teve Aerosmith, essa situação toda me deixa Crazy. The Who mudou uma geração, mas nossas bandas  boas não tocam nem na Radio Pam. O dinheiro consumiu a música, Harrison podia pedir Money, mas ele nos dava algo em troca.


Presença de palco quase não existe, play back em todo o show, não pode ser um espetáculo de música. É impossível aceitar Britney, se ainda posso ser ouvinte do Deep. Quero viajar com a música, não ver meninas rebolando ridiculamente a bunda. Reconheço a boa música atual, mas sei que antes de um ConeCrew tínhamos um Planet Hemp legalizando a planta.


Riffs de guitarra são quase inexistentes, procuro-os por toda parte, mas acho apenas um One Direction nada eloquente. Quero Black Sabbath nas rádios, deixar as fãs da Miley Cyrus amedrontadas será uma tarefa fácil. Mas se não pode ser assim, porquê não colocar um The Kooks nos holofotes, eles podem não ser Kinks, mas o caos instaurado por Demi Lovato eles resolvem.


Felizes eram aqueles que podiam escutar Born To Be Wild, pois atualmente ligo as rádios e meus ouvidos são abusados. Enquanto você pensa na Shakira, vejo um Hendrix fazendo um grande estrago. Pode ser velho, mas nunca vai ser antiquado, pena daqueles que não reconhecem as grandes obras do passado e se prendem a um Restart estragado.


Não tenho nada contra música pop, o Queen soube usar ela de forma certa, com Radio Gaga entregaram essa indústria  que cada dia tenta ser mais esperta. Quero apenas música de qualidade, aquela que me faça sentir de verdade, já que sentimentos de plástico no meu coração não ocupam espaço.


Seria de mais pedir que as rádios tocassem música boa, posso não ter milhões para comprar um horário, mas sei que canções decentes garantiriam vários sorrisos á toa. Quem não quer curtir a vibe de um Red Hot Chili Peppers, mas se diverte com uma Rihanna ou a canção das empreguetes?


Como sei que sem dinheiro não vou poder mudar essa situação, continuo baixando sons ilegalmente pelo 4shared que sempre foi meu amigão. Esperando o dia que não terei que olhar para trás para sentir orgulho, pois o que vem pela frente poderá superar tudo.


Melhor eu parar de escrever agora, pois de longe um Paradise City minha presença implora. Escutando aquilo que já se foi, pois os ídolos do passado poderiam ensinar ao menos algo para essas malditas gerações atuais. Pois do que adianta liberdade, se ela não é utilizada de forma certa, quando se pode criticar o governo, bandas torpes falam sobre fazer amor em baixo das cobertas. Enquanto não houver a batida certa, o The Who continuará dominando toda essa merda.



1 comentários:

Rodrigo.R disse... Responder Comentário

A mais pura VERDADE!!!

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